Caellum Nightred
Played by: Débora (tel. 8141)
- Nome: Caellum Rednight
- Idade: 17 anos
- Nascimento: 18 de dezembro de 1990
- Avatar: Decre Montgomery
- Raça: Caçador de Sombras e Meio-Seelie
- Gênero: Masculino
- Sexualidade: Heterossexual
- Residência: Instituto de Nova York
- Gostos: Armas no geral chamam a atenção do rapaz, possuindo certo apego a suas lâminas como se fossem extensão de seu corpo. Gosta de livros didáticos, nada como os que seu pai lia para o garoto. Reino Seelie e as suas peculiaridades (Ainda que não admita tamanha admiração a quaisquer pessoa).
- Desgostos: Injustiça direcionadas ao povo seelie (e em parte seu povo também). E pessoas barulhentas e gritonas. Pessoas que acham que podem fazer o que quiser. Qualquer interesse amoroso de sua irmã.
- Curiosidades: É sempre possível encontrar o meio seelie em festas da corte ou nos braços de alguma fada. Caellum é alguém inseguro desde seu ultimo amor não correspondido, sendo assim, tendo uma maneira estranha de expressar seus sentimentos. Uma que o proteja no processo. No entanto, o garoto pode demonstrar algo a ciúmes possesivo, por medo de ter o seu coração partido outra vez. E em momentos de grande frustração e desespero, Caellum tende a afunda-se em seus vícios; alguns como pó de fada e cigarro.
- Personalidade: Caellum é um jovem que normalmente se faz responsável. Isto é, quando não são assuntos relacionados ao rapaz. Seu comportamento, no mais, é um tanto quando autodestrutivo, mesmo que o caçador não o considere dessa forma e sim como apenas "uma forma intensa de se viver". Suas relações cotidianas se baseiam em humor ácido, palavras sarcásticas e sorrisos vazios, como um dia sua doce Elisa lhe tratou.
Antes de se perder em si mesmo, Caellum viveu muito ao lado de sua família. Aos oito anos, mudaram-se para os Estados Unidos, onde escolhendo uma casa que ficava próximo do High Rock Park, Staten Island. Um lugar que conquistou rapidamente, o então coração dócil do rapaz. A mãe deles, apesar de ter deixado a vida de caçadora, não deixou de ensinar eles a lutar e o seu pai contava histórias, com pesar em sua voz, a respeito de seu próprio Reino e do quão lindo ele era. O que rendia ao garoto o desejo de um dia visita-lo, ainda que a vontade permanecesse somente em seus pensamentos. Às vezes, o rapaz em seu canto escondido, questionava-se se seus pais eram de fato felizes com a vida que haviam escolhido ao abandonar seus povos para viver algo tão diferente. A resposta tinha chegado ao menino alguns anos depois de maneira abrupta - ou nem tanto, se pudesse contar tudo que havia visto antes.
Em uma noite de inverno, pouco depois do aniversário dos gêmeos, a mãe acordou as duas crianças durante a madrugada e mandou que arrumassem as suas coisas. Ele o fez, apesar da estranheza da situação e já sabendo dentro de si o real motivo para aquilo, e caminhou em direção a porta com a sua mãe e irmã até que Aelin percebesse que o pai não se encontrava entre eles e começasse a gritar pelo nome dele. Imediatamente, o rapaz conseguiu notar a tensão da mãe e, antes que pudesse impedir a sua irmã de continuar a gritar, o seu pai havia surgido. A sua mãe acabou sendo forçada a falar que não aguentava mais viver longe de Idris, longe da vida que ela tinha antes, e que sabia que sua família não iria a aceitar se ele voltasse com ela. Portanto, ela tinha tomado uma decisão. Não havia sido surpresa para ele quando o seu pai não tentou impedi-la de ir embora, afinal de contas, ele já tinha reparado que os dois sentiam falta de suas vidas posteriores - apesar de apenas um ter conseguido lidar com a decisão que tinham tomado - mas o pedido dele para que as crianças escolhessem com quem desejavam ficar o pegou completamente desprevenido. Ele queria ficar com Aelin, mas, ao olhar para mãe e notar a expressão na face dela, Caellum não conseguiu e decidiu ir embora com a sua progenitora.
A casa de sua família materna era diferente do que ele estava habituado. Não tinham cafés da manhã feitos da mesma forma que o pai fazia - dando uma atenção especial aos pratos que o rapaz gostava ou cantando uma música que ele havia inventado sobre "a refeição mais importante do dia" -, ele não tinha a sua irmã consigo e eles eram tão disciplinados que era quase sufocante. Mas, quando o treinamento nephilim se iniciou, ele sentiu a pressão ir se esvaindo aos poucos e uma parte remota de si soube que havia nascido para aquilo e desconfiava que a sua irmã também. Sendo assim, ele conseguiu um jeito de ir visitá-la discretamente, e acabou descobrindo pelo seu pai que ela estava em um fliperama que eles iam quando mais novos. Ele partiu para encontrá-la, mas, ao longo do caminho, um grito que parecia extremamente familiar chamou a sua atenção e quando ele correu em direção ao som, se deparou com uma caçadora matando um demônio e com o corpo morto de um rapaz próximo a Aelin. Ele queria ir até ela para checar com seus próprios olhos se ela estava bem, porém, considerando que ela estava segura e que tinha uma caçadora a acompanhando, ele acabou tomando um outro rumo e chegou a uma conclusão.
Ele retornou para Idris e contou sobre o ocorrido para a sua mãe e, no dia seguinte, eles foram até Staten Island enquanto Aelin estavam na escola. No início, o seu pai parecia irredutível sobre deixar que levassem a sua filha para Alicante, até a notícia sobre o ataque demoníaco vir à tona e o pegar completamente desarmado para continuar lutando contra a ideia quando a vida da sua filha poderia correr riscos. Depois disso, não demorou muito para que eles entrassem em um consenso e menos ainda para que a sua irmã chegasse da escola e recebesse a notícia. Como o esperado, ela não tinha lidado bem com a mudança, mas aquilo era o melhor para ela naquele momento. Ao menos, era isso que ele desejava acreditar. Mas no fundo, ele sabia que poderia ser o seu desejo egoísta de tê-la perto de si novamente.
Os anos que se sucederam não foram nada como ele tinha imaginado, vivendo dia após dia tendo que assistir a guerra que ocorria constantemente entre Aelin e a sua mãe e se encontrando bem no centro dela, se esforçando para não tornar partido em nenhum dos lados e para acalmá-las antes que as coisas saíssem do controle. Mas os embates das duas nunca parecia ter um fim, em um nível de que ele já estava perdendo a cabeça, e um dia quando chegou perto de explodir, o caçador resolveu deixar a casa e passar a caminhar por Idris. Em suas andanças, ele acabou encontrando um lugar tranquilo próximo da Mansão Herondale e Blackthorn e passou a tornar ali o seu ponto de refúgio. Quando a sua mãe e a sua irmã gêmea estavam prestes a levá-lo a loucura, ele se escondia lá e ficava até a hora que acreditava que as coisas tinham se acalmado. Ao conhecer Elisa, uma jovem caçadora, que também estava fugindo do inferno que era a própria casa, o garoto, vendo aquele mesmo desespero que vivia todos os dias, acabou por mostrar um pouco de seu refúgio para aquela recém conhecida. Para, então, dia após dia, compartilharem de seus sofrimentos e intermináveis questionamentos jamais respondidos.
Por fim, rendendo-se ao sentimento, Caellum entregou seu coração, ainda puro, aos encantos da caçadora. Ele havia se apaixonado por Elisa, afinal. Pelo humor ácido dela, o sarcasmo inabalado e pela maneira como ela sempre conseguia colocar um sorriso no rosto dele - algo que já havia esquecido a tanto tempo. Era incrível como ela parecia entendê-lo e como ela o fazia se sentir mesmo com coisas bobas, como um encontro de olhares ou um sorriso tolo, mas como nada em sua vida acontecia conforme sua vontade, aquele sentimento não era recíproco. E mais uma vez, por motivos divergentes, ele teve o seu coração completamente despedaçado quando ela não só disse que não sentia o mesmo por ele, quanto como deixou Idris sem aviso algum. Ele passou horas esperando-a aparecer naquele lugar tão deles, sem ter a mínima ideia de que a garota já não estava mais em Alicante e, quando cansou de esperar e voltou para a sua casa, foi recebido pela gritaria recorrente entre Aelin e sua mãe. Caellum estava exausto, farto até mesmo, e tinha o coração em frangalhos no peito, estando prestes a despejar um pouco de sua frustração sobre as duas ao ser interrompido por um rompante. Um demônio maior havia invadido a mansão da família, atacando-os. Demônio este que deu início a Guerra Mortal e o impediu de entrar nas discussões que ele tinha fugido durante toda a sua vida. Mais uma vez tento que reprimir suas vontades e sentimentos ainda mais fundo em seu peito.
Durante um curto período, sentindo-se cada dia mais perdido em suas próprias emoções, Caellum se afundava em vícios para suprir todas as necessidades que sentia. Mas que não podia admitir em voz alta, nunca mais alta que a de sua mãe e irmã, que desconheciam a trégua. Seus dias eram submersos em treinos e armas, caçadas intermináveis e perigosas. Tudo lhe parecia uma escolha melhor do que os passar entre gritos e acusações. O caçador percebeu naqueles dias longos e tortuosos como havia sido ingênuo ao contar naquela noite para sua mãe, o ocorrido com sua irmã. Apenas tinha sido egoísta e por fim, desgraçado a vida de ambos. De maneira que jamais haveria conserto, e disso, o jovem tinha plena consciência. E quando tudo pareceu perdido com acontecimentos catastróficos mais uma vez, o garoto perdeu seu rumo, seu caminho e o brilho nos seus olhos. Vivendo com a culpa e a imagem de seu pai morto nos braços de sua irmã, que chorava tão profundamente sua morte. Sabia que parte daquilo sempre seria sua culpa e sua responsabilidade. Por viver em débito com a pequena ruiva, que havia dividido a vida, não recusou a mudança para Nova Iorque e partiu, dessa vez, sem olhar para os olhos vazios de sua mãe, semelhantes aos seus. Mas sabendo, que ali deixava o restante se sua alma, partindo como alguém que não temia a morte, pois a vida já não lhe era tão doce quanto imaginou que poderia ter sido. Nada como aqueles belos campos seelie.
